Pandemia do Coronavírus – Nova dor da Cultura Brasileira

Atualizado: Jun 21



Nós, da Linkcult, estamos diariamente pensando em solucionar as dores do setor cultural, nos desdobramos para achar soluções eficientes para impulsionar carreiras de profissionais das artes que acreditamos ter um papel fundamental para o progresso intelectual, social do nosso país, mas desde o dia 26.02.2020 quando tivemos o primeiro caso confirmado do novo coronavírus no Brasil, as dores da cultura foram progredindo conforme o ritmo de contagem da doença.


A cultura no Brasil


Não compreendo como um setor que gera tanto emprego e renda e que movimenta entre 1% e 4% do PIB nacional e que segundo a Secretaria da Economia Criativa do extinto Minc junto a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) apontam que a cultura equivale a 2,5% do PIB, equivalente a 170 bilhões de reais, é tão achincalhada e destratada, onde nem sequer temos um estudo mais aprofundado de números atuais, já que a importância dada ao setor cultural é quase nula dentro de um governo patético e irônico, responsável por exterminar o Ministério da Cultura, e por tratar tantas vidas de forma banal.


O setor cultural nunca foi prioridade dentro dos planos estratégicos de uma gestão federal, responsável por ter as iniciativas de investimentos e preservação do setor. É importante reconhecer que já estivemos em momentos melhores dentro de gestões federais anteriores, mas agora parece que o projeto de desestruturar a sociedade segue mais firme e disposta a nos calar.


Levar cultura através das artes para uma sociedade, significa dar a ela uma munição mais pesada: a formação da consciência crítica. Opiniões embasadas derrubam impérios. Pessoas mais informadas e conhecedores da história jamais aceitariam um governo que zomba diariamente da população. Em meio ao caos e tristeza na saúde pública brasileira, existem gritos e pedidos de socorro que estão sendo anulados pelo poder maior do país.

Mas nem tudo está perdido. A partir da união de profissionais dos setores da cultura de todas as regiões do país mais artistas que se aliaram à luta por medidas emergenciais para o setor cultural no Brasil, a Lei Aldir Blanc nasce através da junção de projetos de Lei do Congresso Nacional que entre as medidas propostas, estão previstas:


" a liberação de recursos do Fundo Nacional de Cultura para estados e municípios, políticas de transferência de renda e realização de editais, além de outras medidas de proteção social a trabalhadores e profissionais do setor cultural. " (Manual – Lei de Emergência Cultural)

É preciso descentralizar!


A Lei Emergencial da Cultura foi aprovada por unanimidade no último dia 04 de junho pelo Senado, ela vai destinar R$ 3 bilhões ao setor cultural do país e a expectativa agora é que o presidente da república sancione esta lei antes da data limite, que é o dia 1º de julho.


É urgente a descentralização de recursos para os governos estaduais e consequentemente municipais para disponibilizarem suporte aos artistas neste momento de pandemia. A situação se agrava justamente para quem não possui uma reserva financeira e estão sobrevivendo até mesmo de doações.


Para além de todas as dores, a arte é movimento, é revolução e jamais será estática. Em contraponto ao estado de caos, artistas se mobilizam e protestam através de criações nascidas durante os seus isolamentos, inquietudes e solitudes. Corpos e mentes políticos que reforçam que estamos vivos e precisamos seguir firmes. Não podemos calar os responsáveis que alimentam as nossas almas. As dores da cultura são minhas também e deveria ser de toda sociedade. Estamos enfrentando um momento de muitas angústias, mas precisamos criar forças para ressurgir e nos reinventar. A arte contribui neste processo de evolução e será uma ferramenta fundamental para reconstrução da sociedade pós-pandemia.


Sigamos firmes.





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