• irailson Fateicha

Cultura e a luta LGBTQI+ - LinkCult



Dia 28 de junho é o Dia do Orgulho LGBTQI+, celebrado mundialmente devido ao marco histórico ocorrido em Nova Iorque em 1969, acontecimento onde pessoas da comunidade LGBTQI+ resistiram a uma série de batidas policiais ao bar Stonewall. No ano seguinte, em memória ao ocorrido, ocorreu a primeira marcha do orgulho LGBTQI+ que passou a acontecer todos os anos. Impossível não dizer o quanto é importante essa data, ao chancelar que amar alguém do mesmo sexo, ou que se entender de um gênero diferente é algo natural.


Em 2019, o Brasil teve registrado em sua história, 329 mortes de LGBTQI+, uma morte a cada 26 horas, sendo 297 homicídios e 32 suicídios, segundo dados levantados pelo Grupo Gay da Bahia. O nosso país ainda é a nação que mais mata pessoas da comunidade LGBTQI+ no mundo. Entre 1963 e 2018, 8.027 pessoas LGBTs foram assassinadas no Brasil em razão da orientação sexual ou identidade de gênero. É preciso dar atenção a esses dados, precisamos fortalecer a discussão da criminalização da LGBTFobia que hoje já é considerado crime inafiançável e imprescritível, tal como o racismo, porém, possui lacunas entre o que foi decidido pelo STF e a implementação na prática da criminalização no sistema judiciário.


A arte tem um papel fundamental na formação crítica da sociedade em pró da construção de mentes que entendam que a diversidade sexual existe e precisa de forma urgente ser respeitada. O cinema, a TV, o teatro, a música e outras linguagens artísticas potencializam o debate que chega através da sensibilidade do artista que, por sua vez, é um questionador do mundo e uma ferramenta importante na luta por respeito.


Colocar hoje um beijo gay na TV, músicas que abordam a realidade do mundo LGBTQI+, mulheres trans em capas de revistas, entre tantos outros meios de visibilidade, não podem ser considerados como modismo, mas formas de representatividade na grande mídia e acima de tudo, um ato de revolução.


É visível que hoje exista uma maior liberdade de expressão da comunidade, vinda de muita luta, esforço, suor e sangue, dentre elas estão os diversos choques dados na sociedade por artistas que mostraram que qualquer um pode não ser cis ou hétero ao se revelarem para o mundo através das suas histórias pessoais, letras de música ou um roteiro de filme, onde o personagem principal assume o seu relacionamento homoafetivo e tem em sua narrativa, um final feliz.


Acredito que devemos usar mais dessas artes para potencializar as nossas vozes e dar incentivo para que todxs vivam as suas verdades, sem correntes sociais que tanto aprisionam quem só quer ser feliz.


A luta LGBTQI+ nada mais é do que a busca pela equidade de direitos que são negados a essa população todos os dias. Este é um mês de celebrar todas as correntes que já foram ultrapassadas e pra afirmar que muitas outras mais serão quebradas.


Sigamos firmes


7 visualizações

contato@linkcult.com

Av. Sete de Setembro, nº 3959, Barra Salvador/BA

Tel - (71) 99981-4888

Linkcult© 2020 todos os direitos reservados